Entusiastas de tecnologia reutilizam Chromebooks antigos como servidores Linux

Dois entusiastas de tecnologia converteram independentemente Chromebooks envelhecidos em servidores Linux funcionais, dando nova vida a hardware de uma década. Um projeto transformou um dispositivo em um hub de casa inteligente, enquanto o outro criou um agregador de feeds RSS. Esses esforços destacam o potencial para reutilização de baixo custo de tecnologia obsoleta.

Na semana passada, duas iniciativas separadas demonstraram a viabilidade de transformar Chromebooks desatualizados em servidores Linux eficientes. Em um projeto detalhado pelo How-To Geek, um Samsung Chromebook 3 de 2015 —equipado com 16 GB de armazenamento, 4 GB de RAM e um processador Celeron de núcleo duplo alcançando 1,6 GHz— foi reutilizado como agregador de feeds RSS. A equipe instalou o DietPi, uma distribuição Debian leve otimizada para recursos baixos, e adicionou o software FreshRSS. O desempenho igualou o de um Raspberry Pi 4, de acordo com o relatório.

Enquanto isso, o MakeUseOf descreveu a conversão de um Chromebook ASUS C423N em um hub Home Assistant para automação residencial inteligente. Essa configuração usou o Ubuntu por sua acessibilidade, executando o Home Assistant OS via Oracle VirtualBox. O foco incluiu notificações para ciclos de lavanderia usando sensores de vibração.

Ambas as conversões envolveram a remoção do ChromeOS e a desativação da proteção de gravação, um processo específico do modelo. O Samsung exigiu desparafusar componentes, enquanto o ASUS precisava desconectar a bateria ou usar um cabo SuzyQ. O MrChromebox.tech forneceu scripts para instalação do bootloader UEFI, com guias do iFixit auxiliando iniciantes. As instalações inicializaram de drives USB, superando obstáculos de hardware legado.

Desafios surgiram em rede e periféricos. O Samsung não possuía Ethernet, necessitando de um adaptador USB TP-Link de US$ 10 para conexões estáveis. Teclados não padronizados sugeriram alternativas externas durante a configuração. Restrições de armazenamento, particularmente o limite de 16 GB do Samsung, exigiram escolhas seletivas de software, frequentemente suplementadas por opções externas ou em nuvem. Problemas de energia persistiram, pois fechar a tampa não desativava a tela no Samsung, impactando a eficiência para uso de servidor sempre ligado.

Esses projetos enfatizam ganhos ambientais ao reduzir o lixo eletrônico e oferecem alternativas acessíveis a hubs comerciais de US$ 50-150. Eles também servem como portas de entrada para o Linux, com usuários elogiando a responsividade do Ubuntu. Recursos da comunidade, como fóruns do Home Assistant e YouTube, apoiam tais empreendimentos, apontando para expansões futuras como servidores de mídia ou VPNs.

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