Tensão na quarta audiência do júri de impeachment contra a juíza Makintach

A juíza Julieta Makintach enfrentou a quarta audiência de seu júri de impeachment devido ao escândalo no julgamento pela morte de Diego Maradona. Ela desabou emocionalmente durante o depoimento de sua amiga María Lía Vidal, em meio a acusações cruzadas com o colega Maximiliano Savarino. A magistrada reiterou sua inocência e denunciou depoimento falso.

Na quarta audiência do júri de impeachment contra a juíza Julieta Makintach, realizada no Anexo do Senado de Buenos Aires, a sala experimentou alta tensão, risadas cúmplices e advertências do júri. Makintach, ex-chefe do TOC No. 2 em San Isidro, desabou enquanto sua amiga María Lía “La Negra” Vidal testemunhava, identificada como roteirista do documentário “Justicia Divina” ligado ao julgamento fracassado pela morte de Diego Maradona.

A magistrada, acusada de anular irregularmente o debate ao permitir filmagens não autorizadas, reiterou sua inocência e expressou confiança nas instituições. “Quero que a verdade seja conhecida”, disse ela à Agencia Noticias Argentinas. “Eu acredito nas instituições” e “Confio no Júri de Impeachment”, afirmou durante sua declaração na terça-feira.

Makintach apresentou uma queixa criminal contra o colega Maximiliano Savarino por “depoimento falso agravado”, alegando que ele mentiu ao negar conhecimento de uma equipe de filmagem na sala de audiência. Segundo ela, havia informado a ele por meio de um grupo de WhatsApp, junto com a juíza Verónica Di Tomasso. Savarino, por sua vez, a acusou de “montar um documentário com uma amiga” e enganá-los: “Se eu tivesse tido o apoio adequado, o caso teria terminado e teríamos um veredicto.” Ele negou saber sobre a “filmagem oculta cuja responsabilidade exclusiva recai sobre a Dra. Julieta Makintach” e a chamou de “mentirosa”.

O defensor de Makintach, Darío Saldaño, tentou introduzir conversas de WhatsApp como prova, mas a presidente da Suprema Corte de Buenos Aires, Hilda Kogan, rejeitou, afirmando que “todas as provas já foram incorporadas no momento apropriado”.

Outros depoimentos complicaram a posição de Makintach. A secretária do TOC No. 3, Laura Soledad Minici, relatou que a oficial de custódia policial Daniela Barrionuevo alertou sobre indivíduos não credenciados ligados à juíza que estavam gravando sem permissão, apesar da proibição de filmagens exceto pela transmissão oficial do Tribunal. Minici repassou o alerta a Savarino e Di Tomasso, que inicialmente autorizaram sua presença. O julgamento pela morte de Maradona será retomado no próximo ano.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar