No domingo, milhares de residentes de Soweto se reuniram para uma marcha pacífica contra a imigração ilegal, destacando preocupações sobre empregos, recursos e segurança da comunidade antes do prazo de 30 de junho estabelecido por grupos anti-imigração.
A marcha começou cedo na manhã de domingo, com multidões incluindo moradores, residentes de albergues e indunas se reunindo na Chris Hani Drive, perto do Maponya Mall, antes de seguirem para a Delegacia de Polícia de Moroka. Os participantes expressaram frustrações sobre o desemprego, a proliferação de drogas e a alocação de moradias, que atribuíram aos estrangeiros.
Siphiwe Zondi, de 60 anos, de Diepkloof, disse ao Daily Maverick que o governo falhou em cumprir as promessas relativas à imigração. "Nós amamos nosso governo, mas nosso governo não nos ama", disse ele. Sophie Mabe, de 61 anos, de Pimville Zone 4, ecoou sentimentos semelhantes, observando as longas esperas por moradia desde 1996.
A segurança foi reforçada, com a Polícia Metropolitana de Joanesburgo, oficiais do Serviço de Polícia da África do Sul e segurança privada mobilizados, além de drones monitorando a multidão. A marcha causou interrupções no tráfego ao longo da Chris Hani Road e da Koma Road, mas terminou sem incidentes após discussões com a polícia.
O evento faz parte de ações mais amplas de grupos como o March and March, que pediram que estrangeiros sem documentos deixem o país até 30 de junho. Os líderes garantiram aos participantes que novas manifestações estavam planejadas para segunda-feira no Jabulani Amphitheatre.