Todd Blanche, indicado pelo presidente Trump para o cargo de procurador-geral, compareceu perante o Comitê Judiciário do Senado em 15 de julho para uma audiência de confirmação. O procurador-geral interino enfrentou perguntas tanto de democratas quanto de alguns republicanos sobre seu histórico e independência. Seu caminho para a confirmação permanece incerto.
Blanche, que lidera o Departamento de Justiça em caráter interino desde abril, defendeu sua gestão durante horas de depoimento. Os senadores levantaram preocupações sobre um fundo de quase US$ 1,8 bilhão contra a instrumentalização política, vinculado a um acordo com Trump sobre auditorias do IRS. Blanche afirmou que o fundo foi encerrado e que nenhum dinheiro seria pago, embora as proteções para Trump e sua família permaneçam.
Os republicanos John Cornyn e Thom Tillis pressionaram Blanche sobre o acordo. Cornyn destacou que Trump não concordou por escrito em extinguir o fundo. Tillis sugeriu que o Congresso codifique seu encerramento e, mais tarde, disse a Blanche que ele fez um bom trabalho.
Os democratas questionaram o papel passado de Blanche como advogado de Trump e suas ações em casos envolvendo opositores políticos. Blanche também abordou o tratamento dos arquivos de Epstein, afirmando que o departamento divulgou registros sem tarjas e investigará novas pistas. Ele rejeitou as alegações de falta de transparência.
Blanche precisa do apoio de todos os republicanos do comitê para avançar. Uma única deserção poderia bloquear a nomeação no Senado, que é estreitamente dividido.