O comediante Trevor Noah compartilhou percepções sobre economia e artes durante um discurso na Standard Bank African Markets Conference 2026. Ele se baseou em sua experiência como motorista de minibus táxi em Joanesburgo para ilustrar princípios de investimento. Noah defendeu maior apoio à economia dos criadores para impulsionar o PIB da África do Sul.
Trevor Noah discursou para uma audiência no coquetel de abertura da Standard Bank African Markets Conference 2026, compartilhando anedotas pessoais sobre economia aprendidas em seu tempo como motorista de táxi. «Fui motorista de táxi por cerca de um ano e meio da minha vida em Joanesburgo… Tive sorte de possuir meu próprio táxi, foi um raro privilégio ser motorista/dono de táxi», disse ele. Noah explicou como investimentos impactavam diretamente os ganhos, observando que instalar um bom sistema de som atraía crianças escolares como passageiros, aumentando a receita com base no número de subwoofers.n nO evento enfrentou uma breve falta de energia, provocando a piada de Noah: «Desculpem, eu viajo com load shedding para me sentir sempre em casa onde quer que eu vá.» Entrevistado por Bulelwa Tetyana, chefe de estratégia no Standard Bank, Noah contou que dirigiu o táxi para arrecadar fundos para a universidade, com sua mãe concordando em igualar metade do valor. Ele também mencionou outros trabalhos como extra de TV e DJ.n nNoah enfatizou investir nas artes como caminho para o crescimento econômico, comparando artistas a flores que brotam em solo rochoso, atraindo pessoas e criando distritos que fomentam novas economias. «Artistas são aqueles que vão onde o dinheiro não vê valor. Eles criam lá», afirmou. Ele destacou aulas do ensino médio em que escolhas brincalhonas de ações dos alunos superaram profissionais, sublinhando o valor de uma abordagem não séria ao investir.n nSobre a economia dos criadores, Noah lamentou os altos custos de dados na África do Sul como barreira e citou o financiamento do governo francês a artistas, que produziu as obras icônicas de Paris. Referenciou conversas com Bad Bunny sobre benefícios ao PIB de Porto Rico pela cultura e o surgimento do Amapiano com a queda dos custos de produção, argumentando que a cultura atrai visitantes e impulsiona o crescimento.