O ex-presidente Uhuru Kenyatta compareceu ao funeral do senador de Kirinyaga, Daniel Karaba, em 1º de abril de 2026, defendendo a unidade nacional para além de divisões tribais, a liderança honesta em detrimento da política e a prestação de serviços. Ele enfatizou seu retorno ao vilarejo de Ichaweri para ouvir os moradores, sem planos de retornar à política, em meio à presença de figuras da oposição como Rigathi Gachagua, Martha Karua, James Orengo e Kalonzo Musyoka.
O ex-presidente Uhuru Kenyatta compareceu ao enterro de seu amigo, o falecido senador de Kirinyaga, Daniel Karaba, na Escola Primária Njegas, em Kirinyaga Central, em 1º de abril de 2026. O evento ocorreu após notícias virais sobre seu bem-estar e em um contexto político específico, que incluiu a declaração de Rigathi Gachagua em 27 de março, na qual ele pediu desculpas a Uhuru e o descreveu como um irmão mais velho, apesar das tensões de 2022.
Kenyatta, que parecia jovial, sentou-se próximo a Gachagua e Martha Karua, com a presença também de outras figuras como o líder do DAP-K, Eugene Wamalwa, James Orengo, Kalonzo Musyoka e Wamunyoro. Ele afirmou que veio diretamente de seu vilarejo de Ichaweri apenas para se despedir de Karaba, descartando associações com a política. “Tenho pouco a dizer. Deixei nosso vilarejo, Ichaweri, para vir aqui e me despedir do meu amigo”, disse, expressando surpresa ao ver certos participantes.
Em seu discurso, Kenyatta recordou sua parceria com Raila Odinga: “Vamos nos unir. Isso é o que Raila e eu queríamos. O que nós realmente desejávamos era que este país fosse unido. Que fosse liderado por políticas e princípios, não por tribos, amargura étnica e ódio”. Ele enfatizou a unidade em prol da paz, estabilidade e progresso, alertando contra a venda de votos na busca pelo sonho de um Quênia unido.
Elogiando Karaba por manter-se firme em meio às ondas políticas, Uhuru aconselhou: “É melhor as pessoas ouvirem os líderes, não os políticos, porque os políticos têm língua doce”. Ele pediu por uma liderança movida pela integridade antes das eleições de 2027: “Sejam líderes. É isso que o povo do Quênia quer. Eles querem liderança, não política. Eles não querem insultos. Eles querem direção. Eles querem uma liderança que os conduza ao outro lado”.
Kenyatta reafirmou sua postura pós-presidência: “Voltei para Ichaweri, ouvindo o povo. O que eles querem é unidade. Quem quer que vocês escolham, eu ficarei em Ichaweri. Sem problemas. Se vocês errarem, a responsabilidade é de vocês”. Ele não tem intenção de buscar qualquer cargo político.