A Inteligência de Defesa da Ucrânia confirmou a morte de um nacional queniano que lutava pelas forças russas no leste da Ucrânia. O indivíduo foi identificado como Clinton Nyapara Mogesa, recrutado do Qatar. As forças russas não evacuaram o seu corpo e a família ainda não recebeu notificação oficial.
Clinton Nyapara Mogesa, um nacional queniano, foi morto na região de Donetsk durante uma operação de assalto das forças russas. O seu corpo foi encontrado numa posição mantida por tropas russas após o confronto mortal. De acordo com a Inteligência de Defesa da Ucrânia, Mogesa vivia e trabalhava no Qatar antes de assinar um contrato com o exército russo e ser atribuído a uma das suas unidades de assalto. «O nacional queniano vivia e trabalhava no Qatar antes de assinar posteriormente um contrato com as forças armadas da federação russa e ser atribuído a uma das unidades de assalto dos ocupantes», afirmou o relatório de inteligência ucraniano. Mogesa recebeu formação insuficiente e foi destacado para as linhas da frente de combate. Após a sua morte, as forças russas não evacuaram o seu corpo, e a família não recebeu qualquer comunicação oficial das autoridades russas. Quando o seu corpo foi descoberto, transportava passaportes pertencentes a dois outros cidadãos quenianos, presumivelmente os de companheiros recrutados. A inteligência ucraniana alertou os nacionais estrangeiros contra viajar para a Rússia ou aceitar emprego lá, especialmente trabalho ilegal. «A Inteligência de Defesa da Ucrânia alerta os cidadãos estrangeiros contra viajar para a Federação Russa ou aceitar qualquer forma de emprego no seu território, particularmente trabalho ilegal. Viajar para a Rússia acarreta um risco real de ser destacado à força para unidades de assalto sem formação adequada e com pouca ou nenhuma chance de sobrevivência», lê-se na declaração. Este incidente ocorre semanas após o governo queniano, através do Gabinete do Primeiro Secretário de Gabinete, anunciar que 18 quenianos a combater na Rússia foram resgatados e repatriados. O governo estima que pelo menos 200 quenianos possam ter sido recrutados para o conflito, com redes a operar no Quénia e na Rússia.