O chefe do Comando dos EUA para a África, Dagvin Anderson, alertou legisladores sobre o envolvimento de cartéis mexicanos na produção de drogas em toda a África, incluindo a África do Sul, associando-o a riscos de terrorismo. Prisões recentes e a descoberta de laboratórios em diversos países aumentam as preocupações.
O general Dagvin Anderson disse ao Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA no início deste mês que membros de cartéis foram encontrados em laboratórios de drogas na África. Ele observou que 11 dos 12 laboratórios denunciados pelos EUA ao longo de 18 a 24 meses tinham membros de cartéis mexicanos no local, incluindo o maior deles, desmantelado na África do Sul.
Anderson afirmou que a situação arrisca "uma ruptura" sem uma ação coordenada. "Estamos observando esse desenvolvimento, e é preocupante, pois isso alimenta tanto os terroristas quanto os cartéis", declarou. As drogas produzidas na África têm como destino o Oriente Médio, a Europa e os EUA.
A polícia sul-africana identificou quatro casos com supostas ligações mexicanas desde 2024. Estes incluem um laboratório de R2 bilhões em Limpopo, descoberto em julho de 2024, e uma instalação de R1 bilhão em Swartruggens, descoberta em maio de 2026. Operações semelhantes levaram a prisões em Moçambique em abril de 2026 e na Nigéria em 20 de maio de 2026.
Anderson também destacou um aumento de quase seis vezes no fluxo de cocaína das Américas através da África para a Europa desde 2024. Ele descreveu uma relação simbiótica onde os lucros sustentam tanto os cartéis quanto os grupos terroristas.