A inflação ao consumidor nos EUA subiu para 4,2% em maio, informou o Bureau of Labor Statistics na quarta-feira, correspondendo às expectativas dos economistas e marcando a maior leitura em 12 meses desde abril de 2023.
O Índice de Preços ao Consumidor aumentou 4,2% nos 12 meses encerrados em maio, ante 3,8% em abril, de acordo com o relatório do Departamento do Trabalho. Os preços da energia foram um dos principais fatores do aumento mensal. O índice de energia subiu 3,9% em maio, e os preços da gasolina aumentaram 8,6% antes do ajuste sazonal. Os custos de moradia subiram 0,3% durante o mês, enquanto o índice de alimentos teve um aumento de 0,2%. O ex-presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, disse que os dados destacam a crescente pressão sobre as famílias. “Não é um bom número. Acho que o consumidor está sob uma pressão tremenda”, disse Fisher à CNBC. Fisher acrescentou que, em sua opinião, o Federal Reserve deveria manter as taxas de juros inalteradas por enquanto para permitir mais tempo para avaliar como a economia está respondendo. O relatório de maio estendeu uma sequência de leituras de inflação anual mais altas desde fevereiro, período em que os custos elevados de energia contribuíram para uma nova pressão sobre os preços. Separadamente, os mercados de petróleo têm estado voláteis em meio ao aumento das tensões entre EUA e Irã. O Daily Wire relatou que os futuros do petróleo Brent subiram para cerca de US$ 93 por barril após o presidente Donald Trump postar críticas ao Irã nas redes sociais.