André Rodrigues anunciou sua demissão da escola de samba Portela menos de 24 horas após um desfile marcado por problemas técnicos na Avenida Marquês de Sapucaí. O carnavalesco citou responsabilidades excessivas e ataques pessoais, incluindo contra sua filha de quatro meses, em postagem no Instagram. A Portela confirmou o fim do ciclo do artista em nota oficial.
O desfile da Portela, terceira agremiação a se apresentar na primeira noite do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, ocorreu na madrugada de 16 de fevereiro e foi prejudicado por falhas técnicas. O último carro alegórico, ligado à Velha Guarda, enfrentou dificuldades para entrar na avenida, criando um buraco na evolução e gerando tensão nos bastidores. André Rodrigues, carnavalesco da escola nos anos de 2024, 2025 e 2026, foi visto tentando resolver o impasse ao lado de outros integrantes.
Em postagem no Instagram, Rodrigues desabafou sobre carregar responsabilidades além de sua função, como destravar o carro alegórico para garantir o desfile da Velha Guarda. Ele mencionou ataques sofridos ao longo dos anos, agora estendidos a postagens sobre sua filha de quatro meses. “Honestamente, o ódio de internet não me assusta, mas ajuda a repensar prioridades”, escreveu. Rodrigues agradeceu à escola, especialmente a Junior Escafura, e à Velha Guarda, com quem aprendeu muito.
A Portela emitiu nota confirmando o encerramento do ciclo de Rodrigues, destacando sua dedicação, criatividade e respeito à história da agremiação. “Agradecemos profundamente por todo empenho, pelas ideias compartilhadas e pela parceria construída ao longo desses anos”, afirmou a escola. O enredo do desfile homenageava o Rio Grande do Sul a partir de Custódio Joaquim de Almeida, príncipe da região do Benin que influenciou a negritude local e o Batuque, religião afro-gaúcha.
O anúncio ocorreu antes da apuração dos resultados, marcada para a quarta-feira de cinzas.