A escola de samba Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro em 15 de fevereiro de 2026, com um desfile que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O enredo narra a trajetória do petista desde a infância até a presidência, incluindo críticas a figuras políticas passadas. Lula assistiu de perto, descendo à avenida, enquanto controvérsias sobre propaganda eleitoral marcaram o evento.
A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial, abriu os desfiles na Marquês de Sapucaí em 15 de fevereiro de 2026, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O samba-enredo, interpretado por Emerson Dias, reproduz gritos de guerra do PT como “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e menciona o número de urna do partido, narrando a vida de Lula desde 1952, com referências à mãe Eurídice Ferreira de Mello e à viagem familiar de Garanhuns para o Guarujá.
O desfile incluiu 25 alas, cinco carros alegóricos e 3.100 componentes. Destaques foram Dira Paes como Dona Lindu, Paulo Vieira como Lula, Juliana Baroni como Marisa Letícia e Fafá de Belém no último carro, substituindo a primeira-dama Janja, que optou por ficar no camarote. A comissão de frente encenou presidentes recentes, com Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro como palhaço Bozo. Um carro alegórico retratou Bolsonaro como palhaço preso com tornozeleira eletrônica, e outro criticou Trump com boné MAGA em Mickey. Houve menções a Rubens Paiva e ao filme “Ainda Estou Aqui”.
Lula, vestido de branco com chapéu Panamá, chegou com esquema de segurança reforçado e desceu do camarote da prefeitura, ao lado de Eduardo Paes, para assistir de perto, beijando a bandeira da escola. Ele foi acompanhado por familiares, amigos, Geraldo Alckmin, Lu Alckmin e José Dirceu. Ministros não desfilaram por recomendação.
A transmissão da Globo começou com 30 minutos de atraso, priorizando planos gerais e evitando comentários políticos, o que gerou acusações de “esconder” o desfile e problemas de áudio. A audiência preliminar foi de 11 pontos na Grande São Paulo. Opositores como Nikolas Ferreira, Sergio Moro e Michelle Bolsonaro criticaram como propaganda eleitoral antecipada, usando verba pública de R$ 1 milhão da escola. O TSE rejeitou ações para barrar o desfile, mas alertou sobre riscos eleitorais.
Um carro alegórico parou por problema técnico, resolvido com escada. No Setor 1, o público gritou “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, sem vaias. Foliões com camisas do Brasil viraram as costas em protesto. Antes, Lula visitou carnavais em Salvador e Recife.