Bloco do Litraço celebra uma década de carnaval na periferia de São Paulo

O Bloco do Litraço, no Jardim São Luís, zona sul de São Paulo, marcou seus dez anos de existência com um desfile familiar neste domingo, 15 de fevereiro de 2026. Pela primeira vez, o grupo recebeu verba da prefeitura para o evento, destacando o apoio comunitário em meio a desafios com a gestão municipal. A festa reuniu gerações locais, com foco em crianças e tradições de bairro.

No início da tarde de 15 de fevereiro de 2026, o Bloco do Litraço concentrou-se na rua Dr. Octacílio de Carvalho Lopes, no Jardim São Luís, zona sul de São Paulo, para seu desfile de aniversário de dez anos. A cerimônia incluiu a coroação de Manoella Gomes, de 10 anos, como princesa de bateria, a última etapa antes do cortejo. Crianças participaram de aulas de dança e brincadeiras com espuma, enquanto vizinhos de várias idades se reuniam, criando um ambiente familiar diferente dos megablocos organizados pela prefeitura.

Fundado por músicos como Gabriel Leite, conhecido como Bel, de 37 anos, sua irmã Maristela Leite, de 39, e Danilo Piovani, o Ktatau, de 33, o bloco surgiu de ensaios com marchinhas e cerveja em garrafas de litro, inspirados por músicas do professor Felipe Pipeta. O primeiro desfile ocorreu em 2016, de forma improvisada, após apresentações no Bloco do Beco em 2015. Tradicionalmente apoiado por organizadores e comerciantes locais, o Litraço manteve-se como uma festa de bairro, com paradas para cantar marchinhas dedicadas a figuras como Zé, filho do antigo dono do Bar do Prudente.

Este ano, o grupo obteve fomento municipal pela primeira vez, permitindo atividades como concurso de marchinhas e distribuição de confetes para crianças. A produtora cultural Ane Solar, estreante na organização, destacou: "Vem muita criança no bloco, então conseguimos montar essa coroação da princesa". No entanto, a produção criticou a centralização da gestão Ricardo Nunes (MDB), com patrocínio da Ambev limitando ambulantes a cadastros específicos e ausência de distribuição de água nos blocos periféricos. A prefeitura não respondeu sobre a água, e o Jardim São Luís não consta na lista de bairros atendidos pela Sabesp.

Frequentadores como o saxofonista Ktatau enfatizaram o caráter comunitário: "A quebrada cobra: o pessoal vê a gente e pergunta se vai ter. A quebrada merece". O bloco já atraiu mais de 4.000 pessoas em edições passadas e, durante a pandemia, auxiliou na doação de alimentos para 170 entidades. Regras anunciadas no trio elétrico incluíam tolerância zero a assédio, racismo e LGBTfobia, priorizando a diversão infantil. Manoella, emocionada, disse: "Gente, eu tô muito feliz, muito mesmo". Sua mãe, Nayara Gomes, de 38 anos, acrescentou: "Ela é a realização do meu sonho".

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