O Carnaval de rua de São Paulo em 2026 oferece uma ampla gama de bebidas, indo além da tradicional cerveja para incluir drinques enlatados, refrigerantes e águas, atraindo foliões de todos os gostos. Ambulantes relatam que a diversificação impulsiona as vendas, mesmo com limitações de patrocinadores nos blocos oficiais.
Historicamente, o Carnaval de rua em São Paulo era dominado por cerveja e água, com refrigerantes raros. Agora, em 2026, a folia apresenta mais opções do que em alguns mini-mercados, incluindo drinques enlatados, águas com e sem gás, vários refrigerantes e múltiplas marcas de cerveja, inclusive sem álcool.
A diversificação visa incluir todos os participantes, agradando até quem evita bebidas alcoólicas. Fabiano Manoel de Solsa, vendedor ambulante com mais de uma década de experiência, afirma: "Tendo mais opções, o pessoal compra". Rita Silva, que participou do bloco Ritaleena na zona oeste, elogia os drinques: "Eu gosto muito dos drinques, mas é muito mais alcoólico do que a cerveja. Tem que tomar cuidado, porque bate mais forte". Ela adiciona uma vantagem prática: "Também dá menos vontade de fazer xixi. E como tem pouco banheiro, isso ajuda".
Nos blocos oficiais patrocinados pela Ambev, há mais de uma dúzia de bebidas alcoólicas da empresa, metade delas cervejas, além de energéticos, refrigerantes e águas. A tendência de drinques prontos para beber ganhou força globalmente nos últimos três anos, crescendo em São Paulo, segundo o comerciante Anderson Ferreira, conhecido como Gordoboy.
Isael de Oliveira, que trabalha no Carnaval há três anos além de sua empresa de construção, nota que a concorrência entre ambulantes não afeta os lucros: "O povo deixa de comer para beber". Alguns foliões até tentam usar cartões de vale-alimentação para compras.
A mudança começou há cerca de seis anos, antes da pandemia de Covid-19. Em blocos não oficiais, como o Casa Comigo na rua Henrique Schaumann, é possível vender marcas variadas, incluindo o popular Xeque Mate – drinque com chá mate, rum e guaraná, que energiza para a maratona de blocos. Ambulantes oferecem copos plásticos e gelo. No Ritaleena, a chuva de sábado (7) reduziu vendas, e a proibição de Xeque Mate foi um obstáculo, segundo Luzinete das Graças, com mais de 20 anos no evento: "Se tivesse Xeque Mate, a gente tinha vendido tudo". Ela observa: "Skol Beats até vende melhor, mas cerveja ninguém quer".
Marina Duque, 34 anos, prefere opções doces como Skol Beats, evitando amargor.