A eliminação da Albânia, treinada pelo brasileiro Sylvinho, para a Polônia na semifinal da repescagem europeia nesta quinta-feira em Varsóvia marca o fim de uma sequência histórica. Pela primeira vez desde 1930, a Copa do Mundo de 2026, com 48 seleções, pode ocorrer sem nenhum técnico brasileiro no comando de equipes participantes.
A Albânia caiu para a Polônia em Varsóvia nesta quinta-feira (26), pela semifinal da repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2026, frustrando o sonho de sua primeira participação no torneio. Dirigida pelo ex-jogador brasileiro Sylvinho desde janeiro de 2023, a seleção albanesa alcançou a Eurocopa recente e chegou à repescagem, mas não superou os poloneses. Com isso, a Copa de 2026 pode ser a primeira em quase um século sem um técnico brasileiro à frente de qualquer equipe, algo inédito nas 21 edições anteriores desde 1930, quando Píndaro de Carvalho Rodrigues comandou o Brasil. Historicamente, brasileiros como Carlos Alberto Parreira (seis Copas, recorde), Luiz Felipe Scolari (Portugal em 2006) e outros dirigiram seleções estrangeiras. Paulo Autuori, demitido nesta quinta pelo Sporting Cristal do Peru, disse à Folha: “Em 2013, mencionei que estávamos defasados [...] ficamos para trás”. Ele atribui a ausência à complacência pós-títulos brasileiros e à chegada de estrangeiros. A CBF contratou em maio de 2025 o italiano Carlo Ancelotti para a seleção brasileira, após insucessos de Fernando Diniz e Dorival Júnior. Nas últimas duas Copas, Tite liderou o Brasil até as quartas. Paulo César Carpegiani comentou: “Lamentamos a falta de um brasileiro só pelo bom trabalho do Sylvinho”. Sylvinho ganhou o prêmio Águia de Ouro na Albânia por sua campanha na Eurocopa.