Sessenta e duas pessoas devem comparecer ao Tribunal Superior de KwaZulu-Natal, em Durban, na segunda-feira, para enfrentar acusações de terrorismo e crimes relacionados aos distúrbios de julho de 2021.
As acusações decorrem da violência que matou 354 pessoas e causou danos estimados entre 40 bilhões e 50 bilhões de rands. Os promotores alegam que os acusados usaram três grupos de WhatsApp para coordenar ataques e saques em um esforço para garantir a libertação do ex-presidente Jacob Zuma. Gods Surprise Ntuli, de 48 anos, está listado para liderar o grupo no tribunal. Os acusados, a maioria de KwaZulu-Natal e East Rand, enfrentam acusações que incluem terrorismo, sedição e conspiração para assassinar o juiz Raymond Zondo. O caso, que ocorrerá de 20 de julho a 18 de setembro, dependerá de depoimentos de 125 testemunhas, incluindo especialistas da MTN, Vodacom, Telkom e Cell C. O julgamento marca a primeira grande ação judicial vinculada ao que o presidente Cyril Ramaphosa descreveu como uma tentativa de insurreição.