O juiz Nkosinathi Chili determinou que o julgamento do ex-presidente Jacob Zuma por corrupção no caso do acordo de armas de 1999, que sofreu longos atrasos, comece em 1º de fevereiro de 2027. A decisão rejeita novos adiamentos, apesar dos recursos pendentes de Zuma e da empresa francesa Thales.
O juiz Nkosinathi Chili, da Divisão de KwaZulu-Natal do Tribunal Superior em Pietermaritzburg, proferiu a ordem na quinta-feira. Ele descreveu os repetidos desafios legais de Zuma e da Thales como uma tática de defesa tipo "Stalingrado" que paralisou o processo por anos.
Zuma e a Thales enfrentam acusações de corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e fraude. Os promotores alegam que Zuma recebeu 4,1 milhões de rands de seu ex-assessor Schabir Shaik entre 1995 e 2004 para promover os interesses da Thales.
Chili afirmou que o tribunal deve considerar os interesses da sociedade juntamente com os do acusado. Ele rejeitou os pedidos para arquivar as acusações e observou o direito constitucional a um julgamento rápido.
Zuma instruiu sua equipe jurídica a buscar autorização para recorrer da decisão. A Autoridade Nacional de Processamento celebrou a decisão como um precedente contra táticas de atraso.