Uma sondagem Sigma Dos para o EL MUNDO mostra que 62% dos espanhóis acreditam existir «corrupção estrutural» no PSOE, incluindo um terço dos eleitores de Pedro Sánchez. A maioria pensa que o presidente cumprirá o mandato até 2027 sem convocar eleições antecipadas. Persistem dúvidas entre os seus próprios apoiantes em meio a processos judiciais em curso em torno do partido.
A sondagem, realizada de 22 a 29 de dezembro de 2025 com 2.182 cidadãos, mostra que apenas 12% veem como «muito provável» que Sánchez convoque eleições gerais em 2026, enquanto 19% consideram «bastante provável». 63% veem como pouco ou nada provável, com 35,8% no primeiro e 27,2% no segundo. Entre os eleitores do PSOE, 37,6% veem eleições antecipadas como prováveis, acima da média nacional de 31%, embora 58,6% acreditem que a legislatura dure quatro anos.
Os casos de corrupção alimentam estas percepções. José Luis Ábalos permanece na prisão à espera de julgamento, Santos Cerdán está indiciado, e o juiz do Tribunal Nacional investiga pagamentos em dinheiro de Ferraz durante o tempo em que Sánchez era secretário-geral. 62% dos inquiridos veem «corrupção estrutural» no PSOE, contra 30,6% que os veem como «casos isolados». Mesmo entre os eleitores de Sánchez, 36% percebem corrupção estrutural, embora 56,2% os vejam como exceções. Em contraste, 86,6% dos eleitores do PP e 93,2% dos do Vox partilham a visão de corrupção estrutural.
Para 2026, 38,8% priorizam eleições ou mudança de governo, superando os 32,5% que desejam paz nas zonas de conflito. Este desejo é mais forte entre os eleitores do Sumar (46,4%), PP (41,9%) e Vox (42,3%), mas chega a 34,5% entre os socialistas. A nível pessoal, 34,8% pedem melhor saúde, 14,1% melhoria no emprego e 13,8% estabilidade política.
63,2% classificam 2025 como pior ou tão mau como 2024 para Espanha, embora pessoalmente 56,8% o vejam igual ou melhor que 2024.