A advogada argentina Agostina Páez retornou à sua província natal, Santiago del Estero, na quarta-feira, após pagar uma fiança de US$ 18.500 por uma acusação de injúria racial no Brasil. Ela esteve detida por três meses devido a gestos considerados racistas contra um garçom no Rio de Janeiro. Ela se mostrou aliviada ao reencontrar sua família.
Agostina Páez, de 29 anos, chegou ao Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, e embarcou em um voo para Santiago del Estero com seu advogado Sebastián Robles e seu pai, Mariano Páez. Após o pagamento da fiança, a justiça brasileira concedeu a ela um habeas corpus e removeu sua tornozeleira eletrônica, permitindo seu retorno à Argentina.
No aeroporto, Páez expressou sua emoção: “Não consigo acreditar que estou aqui” e “estou tremendo”. Ela admitiu dias de incerteza e ter sentido “muita impotência”. Seu advogado, Robles, confirmou a chegada à província após as 19h e que ela está “mais calma”.
Páez aconselhou os argentinos que viajam ao exterior a conhecerem as leis locais: “Conheçam o contexto de cada país”. A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, destacou no X o trabalho dos advogados, o apoio da família e a ajuda do governo: “Hoje só existe uma coisa importante: ela está aqui”.
O caso atraiu a atenção do público. Páez descreveu a experiência como “muito difícil” e apontou “muitas injustiças”, conforme reportado pelo TN.