O presidente José Antonio Kast prometeu que o fugitivo Galvarino Apablaza — acusado do assassinato de Jaime Guzmán em 1991 — enfrentará a justiça chilena, durante pronunciamento no aeroporto antes de sua primeira viagem oficial à Argentina. Após a recente recompensa de 20 milhões de pesos oferecida pela Argentina e uma tentativa de captura fracassada, Kast anunciou a cooperação com o governo de Javier Milei em meio aos esforços contínuos de extradição.
Do Aeroporto Arturo Merino Benítez, antes de sua partida, Kast classificou Apablaza como um "fugitivo da justiça" e afirmou: "a cada dia fica mais claro que, neste caso, a justiça será feita. Mais cedo ou mais tarde, o Sr. Apablaza terá que responder perante a justiça chilena".
Sua administração buscará "todas as ações pertinentes" junto à Argentina e parceiros internacionais. O chanceler Francisco Pérez confirmou que a viagem segue conforme o planejado, destacando a forte cooperação argentina, incluindo a recompensa pela captura de Apablaza.
Apablaza, ex-membro da FPMR, evadiu-se de uma operação em sua casa na semana passada — coincidindo com o aniversário do assassinato de Guzmán — após perder o status de refugiado. Seu advogado, Rodolfo Yanzón, rejeitou qualquer comparecimento, chamando a ordem de detenção de ilegal e planejando uma denúncia à ONU sobre questões da convenção de refugiados.
O líder do Partido Comunista, Lautaro Carmona, criticou a porta-voz do governo, Mara Sedini, por ter afirmado incorretamente que Apablaza seria um "condenado", classificando o fato como um possível constrangimento jurídico. Kast viaja com o secretário-geral da UDI, Juan Antonio Coloma, e ministros-chave para conversas sobre segurança e crime organizado, incluindo uma reunião privada na segunda-feira com Milei na Casa Rosada.