Uma divergência pública entre Patricia Bullrich e o chanceler Pablo Quirno expôs tensões internas no governo de Javier Milei sobre o processo de extradição do ex-funcionário equatoriano Hernán Luque Lecaro.
Patricia Bullrich declarou nas redes sociais que a extradição de Hernán Luque Lecaro já havia sido autorizada. A ministra da Segurança acusou o kirchnerismo de ter lhe concedido proteção e observou que o ex-presidente equatoriano Guillermo Lasso lhe pediu pessoalmente, há um ano, para remover esse benefício.
Horas depois, o chanceler Pablo Quirno contradisse esse relato. Ele afirmou que o processo permanece pendente de resolução judicial e que as autoridades aguardam a conclusão de todas as instâncias judiciais para realizar a extradição em coordenação com o governo de Daniel Noboa.
Luque Lecaro, ex-chefe da Empresa Coordenadora de Empresas Públicas do Equador, está detido em Buenos Aires desde fevereiro de 2024 após um mandado de prisão internacional no suposto caso de corrupção conhecido como Caso Encuentro.