O presidente Javier Milei defendeu o chefe de gabinete Manuel Adorni em meio a uma investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito. A senadora Patricia Bullrich pediu que ele apresente imediatamente sua declaração de bens para esclarecer seu patrimônio.
Milei afirmou que Adorni apresentará sua declaração de bens antes de 31 de julho e disse que não demitirá "pessoas honestas". O presidente falou durante sua viagem aos Estados Unidos e observou que os prazos judiciais explicam o atraso.
A Justiça Federal obteve acesso a imagens da casa de Adorni no condomínio Indio Cuá, em Exaltación de la Cruz. O empreiteiro Matías Tabar declarou que realizou obras no valor de 245 mil dólares pagas em dinheiro e sem nota fiscal.
Bullrich, presidente do bloco La Libertad Avanza no Senado, exigiu rapidez para evitar que o caso desgaste a credibilidade do governo. Ela disse que não pode prevalecer a sensação de que os funcionários são iguais àqueles que eles vieram combater.
Martín Menem, presidente da Câmara dos Deputados, apoiou totalmente Adorni e denunciou uma "condenação midiática". O PRO manteve o apoio ao governo, mas evitou defender o chefe de gabinete.