O arquiteto Matías Tabar testemunhou nesta segunda-feira perante o promotor Gerardo Pollicita que o chefe de gabinete Manuel Adorni lhe pagou 245 mil dólares em dinheiro por reformas em sua casa de campo em Indio Cuá, sem a emissão de notas fiscais. As obras ocorreram de outubro de 2024 a maio de 2025 e incluíram piscina, galerias e uma cascata. Adorni contestou o valor e o Governo negou as informações.
No processo por enriquecimento ilícito contra Manuel Adorni, o arquiteto Matías Tabar, sócio da Alta Arquitectura, prestou depoimento como testemunha durante três horas em Comodoro Py. Ele afirmou que Adorni lhe entregou 245 mil dólares em espécie para reformas na propriedade de Indio Cuá, adquirida por sua esposa Bettina Angeletti em 15 de novembro de 2024. "Nenhuma nota fiscal de qualquer tipo foi emitida", afirmaram fontes judiciais.
As obras reformaram a piscina, galerias, mobiliário e instalaram uma cascata. Tabar rejeitou a oferta de aconselhamento jurídico feita por Adorni via WhatsApp e entregou seu celular para perícia, já que algumas conversas haviam sido apagadas. Seu advogado o orientou a "dizer a verdade".
Adorni, em uma coletiva de imprensa na mesma segunda-feira, contestou o valor: "Esse não é o valor. Provavelmente solicitaremos uma avaliação técnica porque qualquer pessoa que conheça minha casa sabe que ela não vale esse dinheiro", segundo o elDiarioAR. O Governo também negou o fato. Adorni declarou que não houve ocultação em seu patrimônio ou despesas custeadas por terceiros.
O caso abrange gastos totais estimados em 800 mil dólares desde dezembro de 2023, com dívidas não documentadas. A deputada Marcela Pagano apresentou queixas relacionadas no mesmo dia.