O juiz federal Ariel Lijo autorizou o exame forense do celular do arquiteto Matías Tabar, após seu depoimento sobre o recebimento de US$ 245.000 em espécie do chefe de gabinete Manuel Adorni, sem notas fiscais, para reformas em sua residência. O promotor Gerardo Pollicita solicitou a análise para recuperar comunicações apagadas envolvendo Adorni e sua esposa.
Na investigação por enriquecimento ilícito contra o chefe de gabinete Manuel Adorni — parte de apurações mais amplas sobre seus bens e propriedades —, o juiz federal Ariel Lijo aprovou o pedido do promotor Gerardo Pollicita para a análise forense do celular do arquiteto Matías Tabar. A decisão segue o depoimento de Tabar na segunda-feira, onde ele detalhou pagamentos em dinheiro por reformas na casa de Adorni no country club Indio Cuá, incluindo uma cascata de piscina, churrasqueira e sistema de aquecimento.
A análise tem como alvo comunicações entre Tabar, Adorni e sua esposa Bettina Angeletti, das quais algumas teriam sido apagadas. Vídeos das obras, que mostram a construção inacabada, foram citados no processo.
O governo nega o valor do pagamento e apoia Adorni, com o presidente Javier Milei aparecendo ao seu lado em uma reunião na Casa Rosada. Fontes oficiais afirmam que Adorni apresentará documentação ao tribunal. O promotor Pollicita rejeitou um pedido de prisão imediata feito pela deputada Marcela Pagano, citando a ausência de risco de fuga, mas manteve outras medidas em aberto. Adorni convocou uma reunião de gabinete para sexta-feira.