O ministro da Justiça, Juan Bautista Mahiques, defendeu o presidente Javier Milei no caso $LIBRA, chamando de “imprudente” atribuir crimes a ele. Críticos como Carlos Maslatón e Carlos Bianco questionaram duramente Milei e seu círculo sobre supostas evidências na investigação. Milei apoiou Manuel Adorni em Córdoba sem mencionar o escândalo.
O caso $LIBRA, uma investigação judicial sobre uma suposta fraude cripto que ultrapassa 100 milhões de dólares, trouxe novas revelações durante a semana de 16 de março de 2026. O promotor Eduardo Taiano avança na investigação, com áudios, chats e documentos que implicam Javier Milei e Karina Milei, segundo relatos. Detalhes incluem pelo menos oito comunicações entre Milei e o lobista Mauricio Novelli, um rascunho de contrato com o empresário americano Hayden Davis, e um acordo de promoção de 5 milhões de dólares encontrado no telefone de Novelli. Milei tuitou sobre LIBRA em 14 de fevereiro de 2025, às 19:01, que foi deletado após inconsistências, segundo o Governo. Ele nega responsabilidade: Milei não sabia do produto, é um assunto privado, e o caso é anulado, repetiu Adorni no LN+ no domingo. O ministro da Justiça, Juan Bautista Mahiques, questionou deputados investigados e pediu para deixar a Justiça trabalhar, considerando imprudente atribuir crimes a Milei (TN, 17/03/2026). O analista financeiro Carlos Maslatón postou no X: “Milei e Karina não têm limites para roubar” e “Nunca imaginei que seriam tão desajeitados deixando tanta evidência criminal por escrito”, relembrando um tuíte fraudulento de fevereiro de 2025 (Perfil, 16/03/2026). O ministro de Kicillof, Carlos Bianco, disse: “Milei e Adorni são mais sujos que uma batata” e exigiu investigações sobre evidências “quase irrefutáveis” (Perfil, 16/03/2026). Em 16/03/2026, Milei viajou a Córdoba com Adorni, o apoiou publicamente e falou de inflação zero até agosto sem referenciar $LIBRA (Perfil).