O velocista sul-africano Akani Simbine estendeu seu recorde de correr os 100 metros abaixo de 10 segundos por 12 temporadas consecutivas. Ele marcou 9,98 segundos nas eliminatórias do seu próprio evento, o Simbine Classic, em 28 de abril de 2026. O Ministro dos Esportes, Gayton McKenzie, o aclamou como o 'Rei da Consistência'.
Akani Simbine, recordista sul-africano dos 100m, de 32 anos, cravou 9,98 segundos nas eliminatórias do Simbine Classic em 28 de abril de 2026, no Estádio Pilditch, em Pretória. Este desempenho estendeu sua marca única de corridas abaixo de 10 segundos para 12 temporadas consecutivas, superando a marca anterior de 10 de Usain Bolt. Cãibras o impediram de disputar o pódio na final, mas ele já alcançou 50 tempos oficiais abaixo de 10 segundos desde 2015.
O evento, organizado por Simbine, atraiu atletas internacionais, incluindo o canadense Andre De Grasse e a americana Cambrea Sturgis. Poucos dias antes, em 23 de abril, o Ministro dos Esportes, Gayton McKenzie, elogiou Simbine em uma conferência de imprensa em Pretória. “Akani Simbine é o recordista sul-africano dos 100m, com 9,82 segundos, marca estabelecida nas Olimpíadas de Paris em 2024, onde terminou em quarto lugar. Ele é medalhista olímpico de prata como parte da nossa equipe de revezamento 4x100m em Paris”, disse McKenzie. Ele acrescentou: “Akani tornou-se o único atleta na história deste esporte a correr abaixo de 10 segundos nos 100m por 11 anos consecutivos... Ele é o Rei da Consistência. E se a temporada de 2026 seguir como sua carreira nos diz que seguirá, ele chegará a 12.”
Simbine manteve sua boa forma no World Relays de 2026, no Botsuana, ajudando a África do Sul a conquistar a prata no revezamento 4x100m ao lado de Mvuyo Moss, Cheswill Johnson e Bradley Nkoana. O jovem Bayanda Walaza descreveu a influência de Simbine: “O que gosto nele é que ele nunca faz você se sentir inferior a ele... Ele quer que alcancemos até os sonhos que ele não pôde.”
Simbine detém o tempo de quarto lugar olímpico mais rápido, com 9,82 em Paris 2024, e chegou a inúmeras finais importantes, embora muitas vezes tenha ficado logo fora do pódio. “Ter esse rótulo de 'quase lá', no fim das contas, é apenas ruído... Não preciso de uma medalha para provar isso. A medalha é apenas a cereja do bolo”, disse ele à BBC Sport.