Carteiras vinculadas aos EUA foram responsáveis pela maior parcela das negociações políticas na Polymarket no último ano, atingindo US$ 571 milhões, apesar das restrições legais da plataforma a usuários americanos.
Uma análise on-chain feita pela Allium mostrou que carteiras ligadas aos Estados Unidos geraram mais volume nocional em mercados políticos do que as de qualquer outro país, incluindo Hong Kong, com US$ 422 milhões. A atividade ocorreu mesmo com a Polymarket bloqueando endereços de IP dos EUA, já que os traders utilizaram redes privadas virtuais (VPNs) e carteiras de criptomoedas para contornar os controles. Os americanos direcionaram 46 por cento de seu volume para mercados de geopolítica, em comparação com 36 por cento em toda a plataforma, enquanto alocaram apenas 16 por cento para eleições, ante 32 por cento no geral. Seu maior mercado individual foi um contrato de US$ 20,8 milhões sobre se o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy usaria um terno. Os participantes dos EUA não mostraram nenhuma vantagem significativa nos resultados, apostando corretamente nos vencedores 81,9 por cento das vezes em mercados resolvidos, contra 80,3 por cento para todos os usuários. Os dados indicam que plataformas offshore continuam atraindo demanda por contratos sobre conflitos estrangeiros e eventos de nicho que locais regulamentados nos EUA geralmente excluem.