O ex-presidente Andrés Manuel López Obrador divulgou uma carta expressando apoio à presidente Claudia Sheinbaum e acusando autoridades americanas de interferência política.
No documento divulgado em 2 de junho, López Obrador pediu o retorno do “outro Trump”, com quem manteve diálogo sem confrontos durante seu mandato. Ele afirmou que as pressões atuais respondem a objetivos eleitorais de novembro e não a um interesse genuíno em resolver o tráfico de drogas. Legisladores da oposição criticaram a carta. Kenia López Rabadán, do PAN, exigiu que López Obrador “deixe a presidente governar” e culpou sua estratégia de “abraços, não balas” pela violência. Rubén Moreira, do PRI, classificou a atitude como “desastrada” e “oportunista”. A presidente Sheinbaum defendeu a carta em 4 de junho durante sua conferência matinal. Ela destacou o apelo ao respeito à soberania e lembrou que o secretário de Segurança dos EUA, Markwayne Mullin, reconheceu uma maior cooperação com seu governo.