Argentina entre os países mais vulneráveis a choques externos

Seis entidades financeiras de Wall Street identificaram a Argentina como uma das economias emergentes mais expostas a um choque externo, como o aumento dos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio. O ministro da Economia, Luís Caputo, instou os empresários a depositarem dólares no sistema financeiro em um fórum em Mendoza. Essas vulnerabilidades incluem reservas baixas e dependência de financiamento externo.

Documentos da Citi, JP Morgan, Morgan Stanley, Barclays, Wells Fargo e Bank of America concordam que a Argentina enfrenta altas vulnerabilidades a um choque externo, em meio à alta dos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio. Eles apontam fraquezas como uma taxa de câmbio apreciada, baixas reservas internacionais, dependência de financiamento externo, crescimento desigual dos setores econômicos e dificuldades em reduzir a inflação. Citi afirmou: “Esperamos que a crise do petróleo desancore drasticamente as expectativas de inflação interna nos mercados emergentes.” Acrescentou que países com baixas reservas, como Argentina, Sri Lanka, Paquistão e Turquia, enfrentam riscos de saídas de capital e depreciação cambial. O Wells Fargo vê a Argentina e a Turquia como os mercados emergentes mais vulneráveis devido a seus perfis de devedores e níveis de reservas, podendo levar a crises de balanço de pagamentos ou tensões no mercado de dívida. O Morgan Stanley enfatizou a necessidade de reconstruir as reservas e normalizar o mercado cambial. O JP Morgan estimou as reservas líquidas do Banco Central em US$18.500 milhões, mas reservas líquidas negativas em US$2.400 milhões. Enquanto isso, no 7º Fórum de Investimentos e Negócios em Mendoza, o ministro da Economia, Luís Caputo, instou os empresários a depositarem suas economias em dólares no sistema financeiro. “Vocês estão perdendo dinheiro, têm os dólares em suas casas, mas quem perde mais é o país”, disse ele, diante de vencimentos de dívida sem câmbio garantido. Ele elogiou a reforma trabalhista, que mantém as contribuições patronais nas empresas para um Fundo de Assistência ao Trabalhador, a 1% para PMEs e 2,5% para grandes empresas, reduzindo os 0,37% do PIB alocados à previdência social. Caputo defendeu a Lei da Inocência Fiscal como proteção legal para os depósitos bancários e pediu a reconstrução da confiança: “A Argentina vai bem inevitavelmente, mas a velocidade com que crescemos é importante.” Fatores positivos incluem desaceleração da inflação, exportações de energia, perspectivas de crescimento na mineração e disciplina fiscal.

Artigos relacionados

Dramatic photo illustration of Argentina's rising country risk and falling stocks amid IMF review, featuring tense traders and economic decline indicators in Buenos Aires.
Imagem gerada por IA

Risco-país da Argentina sobe em meio à revisão do FMI, após recente mínimo de oito anos

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O risco-país da Argentina subiu 14 pontos base em 5 de fevereiro de 2026, em meio a tensões internacionais e à chegada de uma equipe técnica do FMI para a segunda revisão do acordo de crédito do país. Isso ocorreu após uma queda abaixo de 500 pontos pela primeira vez em oito anos na semana anterior. As ações caíram até 8% e o dólar oficial recuou 5 pesos.

O economista Alejandro Barros explicou que estabilizar o câmbio e aumentar o papel do peso na economia argentina reduzirá ainda mais o risco-país. Barros afirmou que eliminar câmbios distorcivos é chave para essa tendência. O governo celebra a queda atual, mas prioriza a acumulação de reservas antes de voltar aos mercados de dívida.

Reportado por IA

O risco-país da Argentina fechou na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, em 516 pontos-base, alta de 14 unidades em relação ao dia anterior, em meio à volatilidade global e à chegada de uma missão do FMI. Ativos argentinos em Wall Street caíram até 8,5%, enquanto os bônus soberanos apresentaram resultados mistos. Especialistas atribuem a alta principalmente a fatores internacionais, e não a deteriorações locais.

O risco-país da Argentina fechou na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, em 575 pontos base, alta de 13 unidades em relação ao dia anterior. A confirmação de um empréstimo REPO de US$ 3 bilhões gerou otimismo inicial, mas a volatilidade global e as quedas na Wall Street reverteram a tendência. O indicador atingiu uma mínima intradiária de 548 pontos antes de subir.

Reportado por IA

O risco-país da Argentina subiu 0,78% na quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, fechando em 515 pontos base. O aumento acompanhou uma queda geral nos títulos soberanos locais, enquanto o mercado assimilava contextos financeiros domésticos e internacionais.

A taxa de câmbio do dólar caiu $55 desde o início do ano, apesar das compras do Banco Central adicionarem mais de US$1.600 milhões às suas reservas. As cotações financeiras também estão perdendo terreno neste contexto.

Reportado por IA

O Banco da China participou de uma operação de repo de USD 3.000 milhões que permitiu ao governo argentino cobrir os vencimentos de dívida de janeiro. Essa participação destaca a dependência financeira em relação à China, apesar das promessas do presidente Javier Milei de se alinhar aos Estados Unidos e reduzir a influência chinesa. O acordo incluiu bancos ocidentais e levanta preocupações sobre riscos futuros em 2026.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar