Risco-país da Argentina sobe para 516 pontos-base

O risco-país da Argentina fechou na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, em 516 pontos-base, alta de 14 unidades em relação ao dia anterior, em meio à volatilidade global e à chegada de uma missão do FMI. Ativos argentinos em Wall Street caíram até 8,5%, enquanto os bônus soberanos apresentaram resultados mistos. Especialistas atribuem a alta principalmente a fatores internacionais, e não a deteriorações locais.

O indicador de risco-país, compilado pela JP Morgan, subiu 2,8% na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, fechando em 516 pontos-base após iniciar o dia em 502 e atingir uma máxima de 520. Esse nível marca o mais alto desde 25 de janeiro e reflete uma tendência de alta na última semana, de 496 pontos em 30 de janeiro. Os pregões foram marcados por quedas nas ações argentinas (ADRs) em Nova York, com perdas de até 8,5% em Supervielle e BBVA, e 8,2% em Grupo Galicia. Em contraste, a maioria dos bônus em dólares reverteu as perdas iniciais e negociou em alta, liderados por AL30 (+0,5%) e GD46 (+0,2%), embora alguns como AL41 (-0,8%) e GD35 (-0,2%) tenham fechado em baixa. O índice Merval local caiu 2% para 1.985 pontos, com quedas em BBVA (-5,9%) e Supervielle (-5,1%). A volatilidade global, impulsionada pelo nervosismo no setor de tecnologia dos EUA sobre o impacto da inteligência artificial nas empresas de software, afetou os mercados emergentes. “O movimento acima de 500 pontos responde mais a um rebalanceamento global de carteiras do que a uma deterioração específica na Argentina”, explicou Leo Anzalone, diretor do CEPEC, ao Perfil. No plano doméstico, o Banco Central acumulou quase US$ 1.300 milhões em compras de câmbio neste ano, mirando US$ 10.000 milhões até o fim de 2026, e um pagamento de US$ 832 milhões ao FMI foi realizado nesta semana. Ao mesmo tempo, uma missão técnica do FMI chegou à Argentina para a segunda revisão do acordo assinado com o governo de Javier Milei no primeiro trimestre de 2025. A delegação, liderada por Luis Cubeddu e Bikas Joshi, está avaliando o cumprimento das metas fiscais e econômicas em meio à recente renúncia de Marco Lavagna do INDEC e à suspensão de uma nova metodologia de medição de inflação. O risco-país mede o prêmio que os bônus de mercados emergentes pagam sobre os Treasuries dos EUA, indicando a percepção dos investidores sobre a capacidade de pagamento de um país. Um nível elevado como 516 pontos eleva os custos de financiamento externo e limita o crescimento econômico.

Artigos relacionados

Illustration depicting Argentina's country risk dropping below 500 points for the first time in eight years, with rising reserves and investor optimism.
Imagem gerada por IA

Risco-país da Argentina cai abaixo de 500 pontos após oito anos

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O indicador de risco-país da Argentina caiu para 494 pontos básicos em 27 de janeiro de 2026, seu nível mais baixo desde maio de 2018, impulsionado pela alta dos títulos soberanos e pelo acúmulo de reservas do banco central. Essa queda sinaliza um crescente otimismo dos investidores sobre a solvência fiscal do país. As reservas internacionais se aproximam de 46 bilhões de dólares após compras líquidas diárias.

O índice de risco-país da Argentina registrou uma queda significativa na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, fechando em 562 pontos-base segundo o medidor da JP Morgan. Essa queda reflete otimismo nos mercados locais e globais, impulsionado pela recuperação dos títulos soberanos e um amplo superávit comercial. O indicador caiu sete pontos em relação ao fechamento anterior de 569.

Reportado por IA

O risco-país da Argentina, medido pela JP Morgan, fechou na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, em 513 pontos-base, seu nível mais baixo desde meados de 2018. Essa queda de 2,5% em relação a sexta-feira decorre da acumulação de reservas do Banco Central superior a US$ 1 bilhão em janeiro. Os mercados veem esses desenvolvimentos como sinais de melhoria na solvência financeira.

O consumo interno da Argentina encerrou 2025 com um ligeiro aumento de 1,3% durante as férias de Natal, segundo Salvador Femenia, secretário de Imprensa da CAME. No entanto, o emprego formal perdeu mais de 240.000 postos desde o início do governo Milei, com desafios contínuos em reservas e estabilidade cambial. Especialistas como Roberto Rojas enfatizam a necessidade de acumular dólares para cumprir os vencimentos da dívida em 2026.

Reportado por IA

Investidores estrangeiros injetaram R$ 12,35 bilhões na B3 até 21 de janeiro de 2026, quase metade do total de 2025, impulsionados pela desordem geopolítica promovida por Donald Trump. Isso derrubou o dólar para R$ 5,287 e elevou o Ibovespa a recorde de 178.858 pontos. Analistas atribuem o movimento à diversificação global de ativos em meio a tarifas e tensões americanas.

O Banco Central da Argentina comprou US$55 milhões em 12 de janeiro, sua sexta compra diária consecutiva desde 5 de janeiro no âmbito do plano de acumulação de 2026 anunciado em dezembro, elevando o total a US$273 milhões. As reservas brutas subiram para um novo recorde da era Milei de US$44.768 milhões em meio a taxas de câmbio estáveis.

Reportado por IA

Brazil's main stock index, Ibovespa, closed 2025 with a 34% gain, the highest since 2016, driven by foreign capital inflows due to US interest rate cuts and Trump's protectionist policies. Gold was the most profitable investment, up 65%, while the dollar and bitcoin recorded losses. Brazil's job market showed resilience with unemployment at 5.2%, but public debt reached 79% of GDP.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar