O risco-país da Argentina fechou na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, em 575 pontos base, alta de 13 unidades em relação ao dia anterior. A confirmação de um empréstimo REPO de US$ 3 bilhões gerou otimismo inicial, mas a volatilidade global e as quedas na Wall Street reverteram a tendência. O indicador atingiu uma mínima intradiária de 548 pontos antes de subir.
O risco-país, medido pela JP Morgan, registrou alta de 2,3% na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, fechando em 575 pontos base, segundo dados da Rava Bursátil. Abriu em 562 pontos, caiu para uma mínima de 548 pontos após o anúncio do Banco Central de um empréstimo REPO de US$ 3 bilhões com bancos internacionais para cobrir pagamentos de dívidas de curto prazo, mas fechou em alta devido ao fraco desempenho dos mercados globais e quedas nos bônus soberanos globais de Nova York, que perderam até 0,3%./n/nNa semana passada, o indicador mostrou volatilidade devido às expectativas de vencimentos de dívidas em 9 de janeiro. Na sexta-feira, 2 de janeiro, começou em 553 pontos, queda de 3,20%; na segunda-feira, 5 de janeiro, subiu para 566, na terça-feira, 6 de janeiro, caiu para 562 e agora subiu para 575, um ganho líquido de +4 pontos em relação a 31 de dezembro de 2025 (571 pontos). Permanece nos menores níveis em oito anos, longe dos 1.500 pontos de setembro de 2025./n/nO risco-país mede o spread das taxas dos bônus soberanos argentinos em relação aos títulos do Tesouro dos EUA, expresso em pontos base. Desde outubro de 2025, a JP Morgan alterou a metodologia, excluindo os bônus argentinos do EMBI+ e utilizando os fechamentos diários do EMBI Global Diversified. Eugenia Muzio comentou: “No hay mucho apetito en volver a apostar a la curva soberana de bonos”. Esse nível afeta o custo de crédito para o Estado e empresas, indicando o risco percebido de default.