Turista argentina vira ré por racismo em bar no Rio

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi denunciada por injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, e teve prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça em 5 de fevereiro. O incidente ocorreu em 14 de janeiro, motivado por uma discussão sobre o pagamento da conta, e envolveu ofensas como chamar um trabalhador de 'negro' de forma pejorativa e imitar macaco. Páez divulgou um vídeo nas redes sociais expressando desespero e medo.

O caso começou em 14 de janeiro, quando Agostina Páez, acompanhada de amigas, frequentava um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema. Uma discussão surgiu sobre um suposto erro no pagamento da conta, levando a advogada argentina a chamar um funcionário de 'negro' de forma discriminatória. Ao se dirigir à caixa, ela usou o termo 'mono' (macaco, em espanhol) e, mesmo advertida de que isso configurava crime no Brasil, continuou com gestos e sons imitando o animal. Fora do bar, na calçada, repetiu as ofensas contra três outros funcionários, conforme gravado em vídeo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia em 2 de fevereiro, aceita pelo Tribunal de Justiça em 5 de fevereiro, tornando Páez ré por injúria racial, crime equiparado ao racismo com pena de 2 a 5 anos de prisão mais multa. Antes da decisão, ela já havia tido o passaporte apreendido, sido proibida de deixar o país e obrigado a usar tornozeleira eletrônica.

Em vídeo nas redes sociais, Páez disse estar 'desesperada' e 'morta de medo'. A denúncia rejeita sua alegação de que os gestos eram brincadeiras para amigas, pois uma companheira tentou impedi-la, indicando consciência da gravidade. Evidências incluem depoimentos de vítimas e testemunhas, imagens de câmeras de segurança e gravações.

Páez é influenciadora com mais de 80 mil seguidores no TikTok (perfil desativado) e natural de Santiago del Estero, Argentina. Seu pai, Mariano Páez, enfrenta processo por violência de gênero no país natal.

Artigos relacionados

Illustration depicting Mariano Páez imitating a monkey in a bar, amid family racism scandal.
Imagem gerada por IA

Father of Argentine lawyer Agostina Páez caught imitating monkey in bar after her Brazil return; denies video is real, claims AI amid media backlash

Reportado por IA Imagem gerada por IA

Less than 24 hours after lawyer Agostina Páez returned to Argentina from two months in Brazilian custody over a similar racist gesture, her father Mariano Páez was filmed imitating a monkey in a Santiago del Estero bar. He claims the video is AI-generated amid extortion threats, while local media labeled it an 'endless scandal.' Páez distanced herself from the incident on social media.

Agostina Páez, advogada argentina de 29 anos de Santiago del Estero, foi detida no Rio de Janeiro após ser denunciada por gestos e comentários racistas em um bar em Ipanema. As autoridades brasileiras apreenderam seu passaporte e vão instalá-la com uma tornozeleira eletrônica para impedi-la de deixar o país durante a investigação. Páez expressou arrependimento e medo pelas ameaças que está recebendo.

Reportado por IA

A advogada argentina Agostina Páez, detida no Rio de Janeiro desde janeiro devido a gestos considerados racistas, não será presa e poderá voltar para casa após uma audiência judicial realizada nesta terça-feira. O Ministério Público reformulou a denúncia como crime continuado, abrindo caminho para a prestação de serviços comunitários na Argentina e reparação financeira.

In the first leg of the Champions League playoffs between Benfica and Real Madrid, which ended 1-0 in favor of the Spanish side, Vinícius Júnior reported an alleged racist insult from Argentine player Gianluca Prestianni. The match was paused briefly as the Brazilian refused to continue playing. Vinícius later issued a statement calling Prestianni a coward and challenging the referees.

Reportado por IA

O Benfica suspendeu cinco adeptos na sequência de incidentes de comportamento racista durante o jogo da primeira mão do playoff de eliminatórias da Champions League contra o Real Madrid a 17 de fevereiro de 2026. A medida surge após uma investigação interna sobre conduta inadequada nas bancadas, no meio de acusações envolvendo o jogador Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior. O clube português enfatizou a sua política de tolerância zero à discriminação.

Ayelén Agustina Soplan, advogada de 26 anos e amiga próxima de Morena Rial, foi detida em Costa del Este acusada de fazer parte de uma gangue que roubou três casas. Enquanto isso, Morena Rial, que permanece presa na Unidad 51 de Magdalena, expressou preocupação com a situação de sua amiga e fez um apelo desesperado ao seu advogado.

Reportado por IA

O ator Sambou Diaby, de origem africana e nascido em Pamplona, denunciou nas redes sociais ter sido expulso de um bar em Bilbao após ser confundido com um vendedor ambulante devido à cor da pele. A namorada relatou o incidente num vídeo, em que um empregado lhe disse « não podes vender aqui », deixando Diaby humilhado. O ator, que representa a diversidade no País Basco, apelou a uma reflexão sobre atitudes racistas.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar