Advogado diz que jovens no caso Orelha já estão presos

Dois adolescentes suspeitos de agredir o cachorro Orelha prestaram depoimento à polícia em Florianópolis nesta segunda-feira, em meio a uma investigação que enfrenta falta de provas concretas. O advogado deles afirma que os indícios são frágeis e que os jovens já sofrem punição social severa, sem poder sair de casa. A apuração avança com análise de vídeos e depoimentos, enquanto adultos são investigados por coação de testemunhas.

A investigação sobre a morte do cachorro Orelha, um vira-lata de cerca de 10 anos cuidado pela comunidade na Praia Brava, em Florianópolis (SC), ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (2), com o depoimento de dois adolescentes suspeitos do ataque ocorrido em 4 de janeiro. O animal foi agredido a pauladas, encontrado ferido em 16 de janeiro e morreu em consequência das lesões, sem necessidade de eutanásia, conforme corrigido pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

O advogado Alexandre Kale, que representa os jovens, descreveu o depoimento como "tranquilo" e os indícios contra eles como "bem frágeis", sem qualquer prova concreta. "Esses meninos sofreram uma inquisição digital e o dano é irreparável. Ambos não podem sair de casa para nada. Na prática, já estão presos", afirmou Kale, destacando ameaças até aos investigadores e prometendo indenizações a quem divulgou imagens dos menores. Ele acredita que a análise de celulares apreendidos e câmeras da Praia Brava comprovará a inocência dos garotos.

A polícia, liderada pela delegada Mardjoli Valcareggi, analisa cerca de mil horas de vídeo de 14 câmeras de segurança, mas nenhuma registra o ataque a Orelha – apenas uma agressão a outro cão, Caramelo, que escapou de uma tentativa de afogamento. Inicialmente quatro suspeitos, um foi excluído como testemunha após álibi comprovado pela família. A defesa alega linchamento virtual originado de uma foto de vandalismo em lixeiras, tirada pelo porteiro do condomínio em 12 de janeiro, e enviada a um grupo de WhatsApp sugerindo envolvimento no crime.

Na semana passada, mandados de busca foram cumpridos em 26 de janeiro, e três adultos – dois pais e um tio dos adolescentes – foram citados por coação de testemunhas. O caso popularizou-se nacionalmente após compartilhamentos por influenciadores como Ana Castela e ativistas, gerando protestos em São Paulo, Florianópolis e outras cidades no fim de semana. Ulisses Gabriel negou relação com desafios online no Discord e rebateu críticas de parcialidade, incluindo sua adoção de Caramelo e uma foto antiga com Kale, ameaçando ação por danos morais.

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