Um juiz libertou um menino de 16 anos acusado de causar a morte de Valentina Alape Farfán, de 14 anos, em um incidente envolvendo uma arma traumática modificada em Neiva. A decisão, apelada pelo Ministério Público, permite que o menor continue o processo em liberdade enquanto a investigação prossegue. O caso gerou indignação na comunidade de Huila.
Em 4 de dezembro, em um apartamento no macroprojeto Bosques de San Luis, Comuna Seis de Neiva, cinco menores — dois meninos e três meninas — se reuniram sem supervisão de adultos. Entre eles estava Valentina Alape Farfán, aluna do nono ano do Liceo Santa Librada, que havia saído de casa para encontrar um amigo.
De acordo com os depoimentos dos presentes, o menor de 16 anos manipulava uma arma traumática modificada, garantindo aos outros que não tinha balas e era segura. Durante o que descreveram como um jogo, ele apontou primeiro para outra menina sem atirar, mas ao mirar em Valentina, o projétil atingiu sua cabeça, causando uma lesão fatal.
Os menores alertaram a comunidade, e Valentina foi levada de táxi com sua mãe, Liliana Alape Farfán, a um centro médico. Após transferência para uma ambulância, chegou ao ESE Carmen Emilia Ospina em estado crítico e foi transferida para o Hospital Universitario Hernando Moncaleano Perdomo, onde foi declarada morte encefálica. Ela faleceu nas primeiras horas de 5 de dezembro.
A Polícia Metropolitana de Neiva prendeu o menor no mesmo dia e apreendeu a arma. Na audiência, a prisão foi legalizada, e ele foi acusado de fabricação, tráfico ou posse de armas de fogo e homicídio culposo. No entanto, o juiz não encontrou antecedentes ou elementos suficientes para detenção em estabelecimento juvenil, libertando-o, mas mantendo-o vinculado ao processo. O Ministério Público apelou da decisão.
As investigações continuam para determinar a origem da arma e como ela chegou às mãos do adolescente. Liliana Alape exige justiça completa, rejeitando a impunidade neste caso que abalou Neiva.