O proprietário de um bar em São Paulo foi preso nesta terça-feira (20) como suspeito de participação na morte do cabo Fabrício Gomes Santana. Ele é o sexto detido no caso, que envolve um suposto 'tribunal do crime' no estabelecimento. A prisão ocorreu na zona sul da capital paulista.
Gilvan Soares da Silva, de 56 anos, proprietário de um bar, foi preso por policiais militares na tarde de terça-feira (20), no Jardim Novo Horizonte, zona sul de São Paulo. Contra ele, havia um mandado de prisão temporária de 30 dias expedido pela Justiça. A reportagem não conseguiu contato com sua defesa.
O cabo Fabrício Gomes Santana, de 40 anos, foi morto após se envolver em uma discussão relacionada ao uso de drogas. Seu último contato com um familiar ocorreu na manhã de quinta-feira (8), quando ele mencionou uma briga na noite anterior. O corpo foi encontrado enterrado em um sítio em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, no domingo (11), graças a uma denúncia que guiou os policiais até o local.
De acordo com a investigação conduzida pelas polícias Civil e Militar, Santana foi levado por criminosos ao bar de Silva, onde teria sido agredido e submetido a um julgamento pelo chamado 'tribunal do crime', resultando em sentença de morte. O delegado Vitor Santos de Jesus, da Delegacia de Itapecerica da Serra, responsável pelo caso, detalhou que o cabo estava confraternizando com um amigo perto da casa de seu filho quando repreendeu um homem por usar cocaína no local.
O homem inicialmente pediu desculpas e saiu de moto, mas depois delatou o amigo do PM a lideranças do tráfico na região do Horizonte Azul, alegando a presença de um policial. Uma ligação exigiu a presença do amigo e de Santana no bar de Silva, onde o cabo foi desarmado e levado para o julgamento pelos criminosos. Silva teria tentado fugir ao ser abordado, mas foi detido e encaminhado à delegacia de Itapecerica da Serra. Até o momento, seis pessoas foram presas por suspeita de participação no crime.