Ataques repetidos ao ex-vice-presidente Rigathi Gachagua, supostamente envolvendo polícia renegada e bandidos, geraram grandes preocupações sobre política e ética no Quênia. Esses incidentes, em curso há mais de um ano, levantam oito questões chave sobre motivos e implicações.
Os ataques a Rigathi Gachagua, destituído em outubro de 2024, persistem há mais de um ano, envolvendo colaboração entre polícia renegada e bandidos. O ex-administrador Joseph Kaguthi citou palavras do ex-presidente Daniel arap Moi: “O presidente Moi nos dizia que se um crime continua apesar do clamor público, então saibam que há pessoas muito próximas das autoridades por trás disso.” Essa situação levanta questões como por que Gachagua, que formou com sucesso o Democracy for Citizens Party (DCP) e venceu eleições suplementares em Kariobangi, Kisa East e Narok Town em sete meses. Gachagua construiu influência significativa no Mt. Kenya, a região que deu ao presidente William Ruto 87% dos votos em 2022, e formou uma aliança com Kalonzo Musyoka, Eugene Wamalwa, George Natembeya e o senador Kenar Seki. Ele se aliou a líderes como Mithika Linturi, Justin Muturi e Martha Karua. O analista político professor Macharia Munene diz que a oposição a ele pode vir daqueles que entendem a política do Mt. Kenya e temem perder terreno. O presidente do Conselho de Anciãos Gikuyu Wachira Kiago admitiu conhecer os atacantes e condenou assaltos a mulheres, crianças, idosos e locais de culto. Segundo o especialista Gasper Odhiambo, a luta é por votos e poder, pois o Mt. Kenya detém votos que podem decidir a presidência e metade do governo. Gachagua declarou em 25 de janeiro de 2026: “Eles visam me intimidar e me impedir de unir meu povo. Se ser removido do governo não me acabou, essa violência não vai.” Ele reconheceu gangues pagas, polícia renegada e patrocinadores que lucram financeiramente. O analista Festus Wangwe vê Ruto como o maior perdedor devido a repercussões internacionais e memórias do TPI. Mixson Gitau insta Ruto a emitir uma declaração condenando a violência, responsabilizar os perpetradores e alertar autoridades de segurança. O governador George Natembeya avisa que tal violência tende a se repetir e pode impactar as eleições de 2027.