As autoridades de Santa Fe detiveram um jovem de 16 anos acusado de acobertar o tiroteio na Escuela Normal Mariano Moreno N°40, em San Cristóbal, ocorrido em 30 de março. O suspeito teria conhecimento prévio do ataque que matou um aluno e feriu outros oito. As autoridades investigam uma possível rede internacional ligada ao caso.
No dia 6 de abril, a unidade de Investigações da Polícia de Santa Fe, em conjunto com a Polícia Federal, deteve o jovem de 16 anos na Rota Nacional 11, perto de Nelson, enquanto ele viajava em um caminhão com seus pais. A secretária de Gestão Institucional, Virginia Coudannes, confirmou que a prisão foi resultado do monitoramento de residências. "Isso mostra a natureza proativa da investigação em um caso que transcende as fronteiras provinciais", afirmou a autoridade em uma coletiva de imprensa.
O detido está ligado a G.C., o jovem de 15 anos que, no dia 30 de março, entrou na escola com uma espingarda de cano duplo e matou Ian Cabrera, de 13 anos, no pátio durante a cerimônia de hasteamento da bandeira. Oito alunos ficaram feridos, dois deles por tiros. O diretor de Investigações Criminais, Rolando Galfrascoli, declarou que o novo suspeito "tinha um vínculo com G.C." e "tinha conhecimento prévio do ataque", o que levou à sua detenção por acobertamento.
A investigação aponta para um planejamento realizado via redes sociais, incluindo conversas no Discord sobre massacres escolares nos Estados Unidos e na Sérvia, onde usuários celebraram o tiroteio e exigiram a libertação de G.C. Coudannes ressaltou: "Estamos diante de uma situação que transcende as fronteiras da província de Santa Fe". G.C. permanece em uma unidade para menores, uma vez que ainda não é punível até que o novo Regime Penal Juvenil entre em vigor em setembro.
O promotor regional Carlos Vottero lidera o caso. O autor dos disparos foi contido por um funcionário não docente e entregue à polícia naquele mesmo dia.