A Segunda Câmara da Suprema Corte rejeitou, em decisão dividida, um recurso de amparo apresentado pela defesa de Hernán Meneses, o estudante de 18 anos acusado do homicídio da inspetora María Victoria Reyes em uma escola de ensino médio de Calama, em 27 de março.
A mais alta instância judicial manteve a decisão do Tribunal de Apelações de Antofagasta e indeferiu a suspensão do processo com base em uma suposta alienação mental do acusado. Os magistrados observaram que os relatórios apresentados mostram apenas traços de personalidade e nenhum comprometimento que impeça o réu de compreender o caráter ilícito de seus atos.
A decisão ordena que o Tribunal de Garantias providencie um laudo forense do Serviço Médico Legal sobre as faculdades mentais de Meneses. Três juízes votaram pela rejeição do recurso, enquanto dois juízes divergentes acreditaram que a ação deveria ser concedida e a internação provisória ordenada.
Os fatos ocorreram em 27 de março no Instituto Obispo Silva Lazaeta, em Calama, onde o estudante atacou dois inspetores e três alunos com uma faca. María Victoria Reyes, de 59 anos, morreu após ser esfaqueada no peito. O Ministério Público formalizou as acusações de homicídio qualificado e quatro tentativas de homicídio contra ele e determinou sua prisão preventiva em 31 de março.