Um processo em Nova York que busca a propriedade de endereços inativos de Bitcoin encontrou novas evidências na própria blockchain. Cinquenta e duas das carteiras visadas movimentaram mais de US$ 2,48 bilhões em BTC após o início do caso.
A ação foi movida por duas empresas anônimas do Wyoming que operam sob o nome Noah Doe. Elas solicitaram a um tribunal de Nova York que declarasse 39.069 endereços inativos como abandonados e lhes concedesse o título de 3,799 milhões de BTC, incluindo moedas antigas vinculadas a Satoshi Nakamoto.
No dia 4 de junho, a juíza Kathy King, da Suprema Corte de Nova York, suspendeu o processo após receber um amicus curiae do advogado Ian Cohen. Cohen argumentou que a lei de bens perdidos de Nova York não se aplica a ativos digitais em autocustódia.
O advogado dos autores, David Lin, pediu ao tribunal no dia 18 de junho que levantasse ou restringisse a suspensão. Cohen respondeu no dia seguinte, defendendo a suspensão como uma ordem iniciada pelo tribunal para lidar com a falta de partes contrárias.
Uma pesquisa da Galaxy Digital mostrou que 29 dos endereços movimentaram 12.302 BTC após serem notificados no processo. O chefe de pesquisa Alex Thorn alertou que uma sentença à revelia poderia desencadear litígios prolongados sobre as participações iniciais de Bitcoin.