A empresa de custódia de cripto BitGo captou US$ 212,8 milhões em sua oferta pública inicial, marcando o primeiro lançamento desse tipo por uma companhia de ativos digitais este ano. A empresa precificou as ações em US$ 18 cada, acima da faixa inicial, e viu suas ações subirem na Bolsa de Nova York. Este IPO chega em meio a desafios no setor de cripto, servindo como teste para futuras listagens.
A BitGo, empresa de custódia de cripto, concluiu sua oferta pública inicial em 22 de janeiro de 2026, captando US$ 212,8 milhões e alcançando uma avaliação de US$ 2,08 bilhões. Esse valor superou os US$ 1,96 bilhão que a empresa havia visado no início do mês. As ações foram precificadas em US$ 18 por ação no final da quarta-feira, superando a faixa divulgada de US$ 15 a US$ 17, e o papel abriu em alta em sua estreia na NYSE, refletindo o interesse dos investidores na infraestrutura que suporta o ecossistema cripto. O IPO é o primeiro de uma empresa de ativos digitais em 2026, ano esperado para um superciclo de ofertas públicas. Os investidores parecem apostar no papel da BitGo na 'encanação' do mundo cripto, fornecendo serviços de custódia segura à medida que os ativos digitais se integram às finanças mainstream. Como notou a Reuters, o lançamento ocorre em um momento tenso para o setor: parlamentares dos EUA estão elaborando um projeto de lei de estrutura de mercado para definir limites entre supervisão de títulos e commodities, com empresas cripto alertando que pode impedir operações. Além disso, uma forte venda em outubro elevou a barra para apoio de investidores e acesso a mercados de capitais. A listagem da BitGo oferece um teste de litmus para outras empresas cripto que miram mercados públicos este ano, como a gestora de ativos Grayscale e a exchange Kraken. Em contraste, empresas como Circle e Figure, que listaram no ano passado em um ambiente mais favorável, tiveram ganhos significativos em suas sessões iniciais de negociação. A importância da custódia cripto ressalta o contexto do evento. Como explicou um relatório, 'Antes do blockchain, confiar no mundo digital sempre dependia de intermediários... O blockchain inverteu essa lógica', mas instituições ainda precisam de custodianos para guardar chaves de ativos digitais, ligando tecnologia descentralizada às finanças tradicionais.