Bolsonaro tenta violar tornozeleira com ferro de solda e é preso

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pelo STF após tentar danificar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. O ministro Alexandre de Moraes citou o risco de fuga e violações judiciais como motivos para a detenção. A defesa contesta a medida, alegando violação de direitos constitucionais.

Jair Bolsonaro, do PL, admitiu em vídeo ter usado um ferro de solda para tentar violar sua tornozeleira eletrônica, equipamento imposto como medida cautelar pelo STF. O incidente ocorreu no final da tarde de sábado (22/11/2025), com alerta de violação registrado à 0h07. Uma servidora da administração penitenciária do Distrito Federal questionou Bolsonaro, que respondeu: "Meti um ferro quente aí… curiosidade" e especificou "Ferro de soldar, solda".

O ferro de solda é uma ferramenta comum para derreter metais, usada por eletricistas e serralheiros, disponível online por menos de R$ 30. Composto por uma ponta metálica aquecida por resistência interna, atinge altas temperaturas para reparos em eletrônicos e circuitos, conforme descrição do site Maker Hero.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva, destacando a confissão de Bolsonaro e violações anteriores de ordens judiciais. Em cronologia detalhada, Moraes recordou proibições de 17 de julho: recolhimento domiciliar noturno, uso de tornozeleira, proibição de ausentar-se da comarca, aproximar-se de embaixadas ou usar redes sociais. Bolsonaro desobedeceu em 21 de julho com discurso online e em 3 de agosto ao participar de atos de apoiadores via redes, exibindo bandeiras dos EUA.

Em 4 de agosto, o STF decretou prisão domiciliar, vedando visitas exceto de advogados e uso de celular. Fato recente: convocação pelo filho Flávio Bolsonaro de "vigília pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade do Brasil", evocando acampamentos golpistas, o que Moraes viu como risco à ordem pública e possível fuga para a embaixada dos EUA.

A defesa, por Celso Vilardi e Paulo Bueno, afirmou que a prisão baseia-se em uma "vigília de orações" garantida pela Constituição, expressando "profunda perplexidade" e prometendo recursos. Colunista Conrado Hübner Mendes enfatiza direitos constitucionais de Bolsonaro na prisão: não submissão a tortura, respeito à integridade, assistência familiar e jurídica, saúde e educação, tratamento como outros presos por crime grave.

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