O ex-presidente Gabriel Boric levantou a possibilidade de uma nova candidatura presidencial durante compromissos no País de Gales e em Londres. Suas declarações, menos de 100 dias após deixar o cargo, geraram respostas da Frente Amplio do Chile, além de políticos de centro-esquerda e de direita.
Boric falou no dia 31 de maio no Hay Festival, no País de Gales, e disse ao jornalista Jon Lee Anderson que “yo podría ser candidato, no sé, pero tiene que ser una discusión colectiva”. No dia seguinte, na British Library em Londres, ele disse a Isabel Hilton que seu nome “va a ser uno de los que esté en discusión” no futuro. Legisladores da Frente Amplio receberam bem os comentários. Ignacio Achurra afirmou que Boric “es un referente y un liderazgo fundamental” e que “nos alegra que no dé por cerrada la conversación”. Lorena Fries observou que “este no es el momento de empezar a levantar candidaturas” e que as decisões seriam tomadas coletivamente. A centro-esquerda demonstrou cautela. Héctor Ulloa, do PPD, disse que “resulta muy prematuro discutir sobre candidaturas presidenciales” e que o foco deveria permanecer na oposição ao governo do presidente José Antonio Kast. Pela direita, Diego Schalper, do RN, criticou a ideia e disse que a centro-esquerda “se tendría que poner detrás de alguien de la izquierda radical” pela terceira vez consecutiva.