Gabriel Rufián, porta-voz da ERC no Congresso, disse na quarta-feira que aceitaria encabeçar uma lista nas próximas eleições gerais se isso ajudasse a unir as forças soberanistas e as esquerdas de âmbito estatal, dando continuidade ao seu esforço por coalizões progressistas.
Durante um colóquio no Club Siglo XXI em Madri, Rufián afirmou que lideraria uma candidatura se isso maximizasse os resultados eleitorais e exclamou: "¡pa'lante!". Ele acrescentou que isso não depende dele e mencionou outros possíveis líderes, como Irene Montero e Pablo Bustinduy.
O líder republicano insistiu que as esquerdas espanholas "são um problema" e que as formações com raízes territoriais devem liderar o momento político atual. Ele também enviou um recado a Oriol Junqueras ao declarar que não voltará a se candidatar pela ERC a menos que certas condições relacionadas ao grupo parlamentar sejam atendidas.
Rufián esclareceu que não pedirá eleições gerais devido à imputação de José Luis Rodríguez Zapatero, a menos que o financiamento ilegal no PSOE seja comprovado. Ele ressaltou que manterá sua filiação à ERC até que o partido o expulse. Isso segue propostas anteriores que ele fez com Irene Montero para alianças de esquerda lideradas pela ERC na Catalunha.