Álvaro Sánchez Cotrina foi proclamado o novo secretário-geral do PSOE Extremadura no 16º Congresso Extraordinário realizado em Mérida, com uma executiva aprovada por 88,2% dos delegados que inclui todos os seus principais rivais. O líder socialista criticou duramente o pacto de governo PP-Vox, classificando-o como uma 'humilhação' para os estremenhos. Figuras como José Luis Rodríguez Zapatero e Rebeca Torró apoiaram a unidade do partido e atacaram os acordos de direita.
O PSOE Extremadura abriu um novo capítulo com Álvaro Sánchez Cotrina no comando, após vencer as primárias de 11 de abril com 58,95% dos votos contra 41,05% de Soraya Vega Prieto. O congresso em Mérida ratificou a nova Comissão Executiva Regional, com 25 membros priorizando a integração de diversas facções.
Marisol Mateos assumirá a presidência do partido, Manuel José González Andrade a secretaria de Coordenação Territorial e o papel de porta-voz, e Andrés Tovar Núñez a secretaria de Organização. Rivais como Soraya Vega Prieto (Política Autônoma, Cooperação Internacional e Migração), Lara Garlito (Política Institucional) e Blanca Martín (Coordenação Interna) juntam-se à liderança, selando a unidade após a renúncia de Miguel Ángel Gallardo.
Cotrina denunciou o pacto PP-Vox como 'uma humilhação e uma vergonha', uma 'emenda a toda a história da Extremadura', marcada pela emigração. Ele alertou sobre privatizações e a 'prioridade nacional' que discrimina imigrantes, afirmando que a direita está 'zombando da inteligência dos estremenhos'.
José Luis Rodríguez Zapatero instou o PP a romper o acordo: 'Peguem nessa assinatura e joguem no lixo', pois é incompatível com a legalidade e a convivência. Rebeca Torró, secretária de Organização federal, convocou a atenção para o 'casamento negacionista' entre PP e Vox. Pedro Sánchez, em vídeo, chamou-o de 'infâmia' e um ataque à essência da Extremadura.