Um mês após o governo do Chile retirar o apoio à candidatura de Michelle Bachelet para Secretária-Geral da ONU, o presidente do Partido Comunista, Lautaro Carmona, criticou a decisão como 'sectária, egoísta e submissa a Donald Trump', elogiando a experiência dela em direitos humanos em meio às tensões globais. Bachelet mantém sua candidatura com o apoio do Brasil e do México.
Um mês após a administração do presidente José Antonio Kast anunciar, em 24 de março de 2026, a retirada do apoio à candidatura da ex-presidente Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU—citando a dispersão das candidaturas latino-americanas—Lautaro Carmona, presidente do Partido Comunista (PC) do Chile, condenou duramente a decisão.
Em entrevista à Radio Nuevo Mundo, Carmona descreveu a postura do governo como 'muito sectária, muito egoísta' e 'muito subordinada aos interesses de Donald Trump e do império norte-americano'. Ele argumentou que a medida prejudica os interesses do Chile e os interesses globais em um momento de crescentes tensões internacionais.
Carmona destacou as fortes credenciais de Bachelet: dois mandatos como presidente do Chile, além de cargos na ONU voltados para a igualdade de gênero e direitos humanos. 'Isso lhe confere um forte credencial de capacidade e estatura política', afirmou, vinculando a oposição dos EUA às críticas feitas por ela no passado à política externa americana.
Apesar da retirada do apoio, Bachelet reafirmou seu compromisso, contando com o respaldo do Brasil e do México. Carmona expressou a esperança de um apoio internacional crescente para viabilizar uma liderança sul-americana na ONU.