O toureiro colombiano César Rincón, aposentado desde 2007, anunciou ontem em Sevilha seu retorno às arenas aos 60 anos para defender a cultura taurina na Colômbia, que será proibida no próximo ano por decreto do governo de Gustavo Petro. Ele planeja realizar touradas pré-colombianas na Colômbia e na Europa, sem datas específicas até o momento.
César Rincón fez o anúncio em Sevilha, afirmando que seu retorno é "um ato de rebelião" contra a proibição das touradas na Colômbia. "Meu retorno às arenas é um ato de rebelião, impulsionado pelo desconforto de ver minha paixão e as raízes taurinas centenárias da Colômbia sendo atacadas", declarou o toureiro.
Ao lado do empresário mexicano Guillermo Chapa, Rincón organizará "touradas pré-colombianas", eventos especiais com encenação e trajes que remetem às culturas indígenas da Colômbia. Estes ocorrerão durante a temporada taurina espanhola e a campanha final na Colômbia, não em circuitos convencionais, mas em datas específicas. Aos 60 anos, ele afirma estar fisicamente preparado.
Aposentado desde 2007, Rincón alcançou o feito de sair pela Puerta Grande de Las Ventas quatro vezes consecutivas em 1991, além de mais duas vezes e recentemente em um festival em homenagem a Antonio Chenel Antoñete, em 12 de outubro. Neste inverno, ele participou de festivais em Cali e Manizales, e tem uma apresentação agendada para Istres, em junho, como preparação.
Rincón, que recebeu sua alternativa em Bogotá em 1982, tendo Antoñete como padrinho, pretende transmitir um legado de perseverança aos fãs mais jovens. "Quero deixar-lhes um legado de perseverança, dedicação e paixão", disse ele, inspirado por redescobrir um propósito após uma aposentadoria confortável.