A Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE) encerrou seu acampamento no Zócalo em 20 de março de 2026, após o terceiro dia de bloqueios e marchas na Cidade do México. Os professores bloquearam os escritórios da Afore no Paseo de la Reforma a partir das 9h e marcharam do Ángel de la Independencia ao meio-dia, sem conseguir se encontrar com a presidente Claudia Sheinbaum.
Na sexta-feira, 20 de março de 2026, a CNTE iniciou seu terceiro dia de protestos com uma greve de 72 horas na Cidade do México. Às 9h00, eles bloquearam os escritórios da Afore no Paseo de la Reforma, incluindo a Afore Metlife em 265, XXI Banorte em 489, Profuturo em 114, Inbursa em 505, Sura em 222, Citi Banamex e Azteca em 381. Mais tarde, às 14h00, eles se reuniram na rotatória Ángel de la Independencia para marchar até o Zócalo, onde removeram as barracas instaladas desde quarta-feira, 19 de março. A Secretaría de Seguridad Ciudadana aconselhou precauções no trânsito, com alternativas como Circuito Interior, Avenida Chapultepec, Insurgentes e outras. A CNTE exigiu uma reunião com Claudia Sheinbaum para restabelecer as mesas tripartites e revogar a Lei ISSSTE 2007, além do retorno ao sistema de pensões, segurança nas escolas, melhores condições de trabalho, aumento salarial de 100%, fim das deduções, fim da repressão, mais orçamento para a educação e melhores escolas. O presidente afirmou que algumas exigências não podem ser atendidas devido à escassez de orçamento. Eles ameaçaram bloquear pontos estratégicos para a Copa do Mundo de 2026 se não houver diálogo. Os comerciantes do centro da cidade relataram quedas de até 80% nas vendas no primeiro dia, atingindo joalherias, lojas de roupas, óticas e restaurantes. Gerardo Cleto López Becerra, do ConComercioPequeño, observou apenas 12 dias úteis normais de 20 em março, com produtividade 30% menor, e criticou o "turismo de protesto" pela omissão das autoridades.