Uma marcha estudantil convocada pela ACES, pela Confech e outros grupos rejeitou, nesta quinta-feira, medidas do governo de José Antonio Kast, como limites ao ensino gratuito e aumentos no preço dos combustíveis. A manifestação em Santiago resultou em confrontos com os Carabineros, que utilizaram jatos de água e gás lacrimogêneo.
Em 26 de março de 2026, às 12h, começou em Santiago a primeira marcha estudantil contra o governo de José Antonio Kast, organizada pela Asamblea Coordinadora de Estudiantes Secundarios (ACES), Confederación de Estudiantes de Chile (Confech), Red de Solidaridad Estudiantil e FEUSACH. Os manifestantes reuniram-se na sede do Congresso e seguiram pela Alameda até a Plaza Baquedano, denunciando que as medidas do governo “afetam diretamente a educação e o bolso de milhões de chilenos, como a limitação da gratuidade ou o aumento do preço dos combustíveis”, conforme declarado pelos organizadores segundo o jornal La Tercera. Por volta das 13h, os incidentes começaram quando grupos encapuzados atiraram objetos contundentes contra os Carabineros, que responderam com jatos de água, gás lacrimogêneo e dispersão para restabelecer a ordem pública. O Metrô de Santiago fechou preventivamente os acessos às estações da Linha 1 e manteve Baquedano fechada para entrada e saída até as 15h54, quando a maior parte da rede foi reaberta. O tráfego foi suspenso em vários pontos e um grupo de manifestantes danificou a proteção ao redor da estátua de Baquedano. O La Tercera observou em resumos relacionados que a marcha reuniu cerca de 3.500 estudantes e terminou com 14 prisões.