O governo colombiano retaliou o aumento de 100% nas tarifas do Equador sobre produtos colombianos ao impor o mesmo valor sobre mais de 70 subposições tarifárias equatorianas. A ministra do Comércio, Diana Morales, alterou o Decreto 170 após esforços diplomáticos infrutíferos. As exportações colombianas para o Equador caíram 35% em fevereiro, totalizando US$ 109,3 milhões.
O Equador, sob o comando do presidente Daniel Noboa, elevou as tarifas sobre produtos colombianos de 50% para 100%, em retaliação à suposta falta de auxílio da Colômbia com a segurança na fronteira. A medida afeta importações comumente adquiridas pelos equatorianos e coloca em risco as vendas de eletricidade colombiana para o norte do Equador.
A ministra do Comércio, Diana Morales, anunciou a resposta da Colômbia: “Esgotamos todos os esforços diplomáticos e mantivemos abertos os canais de diálogo com o Governo equatoriano, buscando uma solução que beneficie ambos os países, empresas e, acima de tudo, as comunidades em ambos os lados da fronteira. No entanto, não recebemos uma resposta positiva.”
Dados do Dane mostram o impacto: as exportações para o Equador em fevereiro atingiram US$ 109,3 milhões, uma queda de 35% em relação aos US$ 168,3 milhões do ano anterior, o segundo menor valor em 10 anos. Javier Díaz, da Analdex, destacou a queda nas exportações de energia elétrica.
O presidente Gustavo Petro classificou a medida do Equador como uma “monstruosidade”, ordenou o retorno imediato do embaixador e propôs uma mudança para o Mercosul. Líderes empresariais de ambos os países pediram diálogo: Bruce Mac Master, da Andi, alertou que cada mês perdido prejudica as empresas, enquanto a chefe da Câmara do Equador, Maria Paz Jervis, observou que o comércio se multiplicou 174 vezes em 60 anos.