O presidente colombiano Gustavo Petro propôs controle conjunto de portos com o Equador para combater o tráfico de drogas, em meio a uma disputa comercial em que ambas as nações impuseram tarifas de 30% sobre os bens uma da outra devido a problemas de segurança na fronteira. O Consejo Gremial pediu para não desestabilizar a região, destacando US$1,673 milhão em exportações colombianas para o Equador em 2025.
A tensão comercial entre Colômbia e Equador surgiu esta semana quando o presidente equatoriano Daniel Noboa anunciou tarifas de 30% sobre produtos colombianos, citando falta de cooperação no combate ao crime fronteiriço. A Colômbia retaliou com uma tarifa similar de 30% sobre 20 produtos equatorianos importados, de acordo com o Ministério do Comércio, para restaurar o equilíbrio comercial e proteger a produção nacional. Petro, de sua conta no X, propôs o 'controle conjunto' de portos: 'Acreditamos que os portos do Equador e da Colômbia não servem nem para exportar cocaína nem para contrabandear precursores de fentanil'. Ele destacou que a Colômbia capturou líderes de bandos que operam em ambos os países e que os precursores de fentanil entram por navios mercantes, exigindo 'controle rigoroso'. Ele também observou progressos na erradicação de coca ao longo da fronteira, com mais de 22.000 famílias dispostas a substituir cultivos, e sucesso em Tumaco, que não é mais o principal produtor de cocaína. Natalia Gutiérrez, presidente do Consejo Gremial, enfatizou a aliança estratégica: 'O Equador é um aliado chave; em 2025, a Colômbia exportou US$1,673 milhão, e milhares de empregos dependem desse intercâmbio'. A Colômbia importou US$680 milhões do Equador em alimentos e produtos florestais no ano passado, e forneceu até 12% de seu consumo de eletricidade em momentos críticos. Gutiérrez alertou: 'Ferramentas econômicas não são para confronto: quando usadas assim, a confiança se rompe e o comércio fica mais caro'.