A China anunciou cotas anuais e uma tarifa de 55% sobre importações de carne que excedam os limites para fornecedores sul-americanos como Argentina, Brasil e Uruguai, mas a Colômbia está isenta devido à sua pequena participação de mercado.
A política, efetiva a partir de janeiro de 2026, visa proteger os produtores locais chineses. As cotas totais serão de 2,69 milhões de toneladas em 2026, subindo para 2,74 milhões em 2027 e 2,8 milhões em 2028. Remessas que excederem esses limites enfrentarão a tarifa punitiva de 55%.
A Colômbia, com uma participação histórica inferior a 3% das importações chinesas, não está sujeita a essas restrições. Isso proporciona uma vantagem competitiva, segundo especialistas do setor. José Félix Lafaurie Rivera, presidente da Fedegan, afirmou: «A China é hoje um dos mercados mais relevantes para a carne sul-americana. Portanto, qualquer ajuste em suas regras comerciais tem efeitos imediatos em preços, volumes e estratégias de exportação. Neste novo cenário, a Colômbia surge como um ator menor, mas potencialmente beneficiado».
Dados do Dane mostram que de janeiro a outubro de 2025, a China importou 16.006 toneladas de carne colombiana no valor de US$ 77,6 milhões, um recorde que supera as 10.650 toneladas de todo 2024 (US$ 41,3 milhões). Esse mercado representou 51,4% das exportações de carne da Colômbia nesse período.
Augusto Beltrán Segrera, da Fedegan, disse: «Esta é uma boa notícia para a Colômbia. Eles não nos impõem tarifa porque historicamente temos menos de 3% das importações, então a tarifa não se aplica à Colômbia. Assim, com esta notícia, teremos uma vantagem competitiva porque os produtos colombianos não terão tarifas adicionais».
Beltrán estima que a Colômbia poderia exportar até 50.000 toneladas para a China, triplicando os volumes atuais, dependendo dos preços internos.